No nosso dia a dia, em muitas oportunidade, nos deparamos com situações que nos colocam a pensar.
Por vezes, levados por falácia e retórica do cotidiano, somos induzidos a imputar juízo de valor a fato totalmente estranho ao nosso cotidiano, tirando conclusões totalmente equivocadas por aquilo que não dominamos.
Os últimos meses e dias chegaram ao conhecimento da população informações quanto a problemas de qualidade/fabricação de próteses mamárias de silicone bem como a erro na conduta médica em determinados procedimentos específicos.
Diante dessas informações, as conclusões são impulsivas: má qualidade do produto; profissional desqualificado; descaso com o paciente sem quem seja franqueado o direito constitucional do contraditório e ampla defesa.
A empresa já está condenada; o médico já está condenado!
Não é bem assim!!!
Certo que é necessário um maior controle, por parte dos órgãos competentes, dos produtos médicos importados e que são utilizados em "nossos" pacientes, porém daí imputar a condenação final à empresa que fabrica é muito pesado!
Quanto aos médicos, a condenação tornar-se mais evidente. Páginas de tabloides, conversa de bar, rádio corredor, enfim.
Penso que, nos dois casos aqui tratados, é importante e indispensável termos cautela antes das conclusões finais, pois em sendo equivocadas poderão causar danos irreparáveis.
Parar e pensar se a empresa tomou os cuidados necessários quando da fabricação do produto e que o problema apresentado ocorreu em ponto específico é importante.
É importante ainda para e pensar se o paciente omitiu informações ao seu médico antes da realização do procedimento; se o ocorrido era imprevisível, irremediável e se acontecido teria relação lógica com o procedimento. É, isso acontece.
Não, não sou advogado da empresa fabricante, não sou advogado do médico. O que sou é tão somente um operador do direito que busca sempre cautela e razão.
Penso que todos, todos possuem o direito de defesa, de apresentar suas razões antes de qualquer "condenação" por ser legítimo, por ser constitucional.
O que se busca com o presente não é afastar o leitor da busca pelo judiciário. A busca é legítima e deve ser exercida para que possamos ter uma sociedade mais justa, porém necessário se faz cautela, necessário se faz prudência, necessário se faz razão!
Me sigam: @rodrigofontan
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